Jesus de Nazaré, Jesus Nazareno ou Jesus da Galiléia (8-4? a.C. – 29-36? d.C.) (O nome Jesus é a versão portuguesa da forma grega Iesous que por sua vez é a tradução do nome hebraico Yeshua) que por ser filho de Maria e de José, o carpinteiro, em Belém, é reconhecido oficialmente na genealogia da Casa Real de David como Yeshua ben Yoseph, ou seja, "Jesus, filho de José". Por intermédio de Jesus e dos seus ensinamentos nasce o cristianismo. Os cristãos reconhecem-no como "O Filho de Deus" enviado à Terra para salvar a humanidade. O nome Jesus, (do hebraico, Yeshua), que significa "Deus Salva", ou "auxílio do SENHOR".

Foi também descrito por seus seguidores como o Messias que no hebraico (Mashíach) que significa Escolhido ou O Ungido de Deus. Seus discípulos o chamavam "Cristo" que vem do grego (Christós), que significa "Ungido", asssim como Messias de onde se origina a nomenclatura Jesus Cristo.

Embora tenha pregado apenas em regiões muito próximas de onde nasceu, sua influência tornou-se mundial. Com sua morte por crucificação seus seguidores foram perseguidos e martirizados. Nas arenas romanas alguns entregues à morte pelos leões, contudo o cristianismo cresceu. Alguns segmentos judaicos o consideram um profeta, outros um apóstata.

Para os adeptos do Islão, Jesus é conhecido como Isa, Ibn Maryam (Jesus, filho de Maria). Os muçulmanos o tratam como um grande profeta e aguardam seu retorno antes do Juízo Final, bem como os cristãos.

A sua influência também é marcante em outras religiões, como as de origem gnósticas e espiritualistas.

Nascimento

Grande parte do que é conhecido sobre a vida e os ensinamentos de Jesus é contado pelos Evangelhos canônicos: Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João pertencentes ao Novo Testamento da Bíblia. Os Evangelhos Apócrifos apresentam também alguns relatos relacionados com a infância de Jesus.

Esses Evangelhos narram os fatos mais importantes da vida de Jesus. Os Atos dos Apóstolos contam um pouco do que sucedeu nos 30 anos seguintes. As Epístolas (ou cartas) de Paulo também citam fatos sobre Jesus. Notícias não-cristãs de Jesus e do tempo em que ele viveu encontram-se nos escritos de Josefo, que nasceu no ano 37 d.C.; nos de Plínio, o Moço, que escreveu por volta do ano 112; nos de Tácito, que escreveu por volta de 117; e nos de Suetônio, que escreveu por volta do ano 120.

No entanto, é nos Evangelhos de Mateus e de Lucas que se tem melhores informações a respeito da infância de Jesus. Enquanto Mateus foi um dos doze apóstolos, Lucas teria empreendido uma pesquisa dos fatos que na sua época já eram relatados de modo que o seu Evangelho é o que mais contém informações a respeito da vida de Jesus na Terra, antes mesmo do seu nascimento.

A notícia do anjo Gabriel

De acordo com o relato de Lucas, na época do rei Herodes, o sacerdote Zacarias, esposo de Isabel, ambos já de idade avançada, recebeu a promessa do nascimento de João Baptista através do anjo Gabriel.

No sexto mês da gestação de Isabel, o mesmo anjo Gabriel aparece a Maria na cidade de Nazaré, a qual era virgem e noiva de José e anuncia que ela viria a conceber do Espírito Santo e ser mãe de Jesus. Lucas relata que, após receber a notícia do anjo, Maria teria passado uns três meses com Isabel e Zacarias nas montanhas de Judá e que depois retornou para sua casa.

Mateus trás a informação de que José, ao saber que sua noiva estava grávida, não teria compreendido inicialmente que Maria recebera a importante missão de conceber o Messias e se afastou dela. Mas em sonho, um anjo o revelou a vontade de Deus, e aceitando-a, recebeu Maria como esposa.


Nascimento em uma manjedoura

Devido a um decreto de Otávio Augusto, todas as pessoas que viviam no mundo romano tiveram que se alistar em suas respectivas cidades.

José, por ser da cidade de Belém, sobe com Maria da Galiléia para a Judéia. Chegando ao local de destino, não tendo encontrado hospedagem, nasce Jesus em uma manjedoura. Segundo Lucas, os pastores da região, avisados por um anjo, vieram até o local do nascimento de Jesus. Completados os oito dias que determina a tradição judaica, Jesus foi apresentado ao templo por sua família para ser circuncidado, quando foi abençoado por Simeão e Ana.

A visita dos magos do Oriente

É Mateus quem aborda a visita dos magos do oriente no capítulo dois de seu Evangelho, os quais, segundo a tradição natalina, seriam três reis da Pérsia.

Segundo o relato do evangelista, os magos teriam chegado a Jerusalém seguindo a trajetória de uma estrela que anunciaria a vinda do Messias ao mundo. E, ao encontrarem Jesus numa casa com Maria, adoraram-lhe e ofertaram ouro, incenso e mirra representando, respectivamente, a sua realeza, a sua divindade e a sua imortalidade.

A fuga para o Egito

Também é no livro de Mateus que se encontra a notícia de que José, avisado em sonhos a respeito de um plano de Herodes para matar Jesus, foge com Maria e o menino para o Egito.

Retorno para Nazaré

Jesus e sua família teriam permanecido no Egito até a morte de Herodes, quando então José, após ser avisado por um anjo em seus sonhos, retorna para a cidade de Nazaré.

Jesus teria passado toda a sua infância em Nazaré, e seus pais teriam ido a Jerusalém todos os anos por ocasião da páscoa , subentendo-se que sempre o levavam, uma vez que, numa dessas visitas a Jerusalém ele teria sido encontrado, já aos doze anos, no templo a discutir com os doutores da lei.

Infância

Pouco sabem os historiadores sobre a infância de Jesus. Conforme o Evangelho de Mateus, Jesus teria passado o começo de sua infância no Egito até a morte do rei Herodes que queria matá-lo. No entanto, o relato de Mateus não informa quando a família de Jesus teria deixado Belém e ido para o Egito e nem o momento em que retornaram.

O fato de Herodes ter ordenado a matança de todas as crianças de Belém do sexo masculino de dois anos para baixo, pode significar que depois do nascimento de Jesus na manjedoura, José ainda teria permanecido por algum tempo nessa cidade esperando que o menino estivesse em condições para suportar uma viagem de volta à Galiléia.

Também foi através de uma experiência sobrenatural, através de dois sonhos, que José foi avisado sobre a morte de Herodes. Primeiro José retorna para Israel e depois, evitando ir para a Judéia, vai para a Galiléia e se estabelece em Nazaré.


Suposto relato perdido da Infância de Jesus

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Devido a lacuna deixada pelos Evangelhos Canônicos, o pouco que se sabe da infância de Jesus, provém de um relato sobre a vida de Jesus, dos cinco aos doze anos, feita por um Tomé, filósofo israelita do século I, conhecido como “A Infância do Senhor Jesus”, também denominado como o Evangelho do Pseudo-Tomé, um antigo manuscrito apócrifo Siríaco.

Segunda a referida narrativa, Jesus, durante a infância, já apresentava dons especiais, que o permitia realizar milagres. Criança de temperamento firme, tinha a indesejável, em alguns momentos, ou fabulosa, para outros, habilidade de tornar real, suas palavras, mesmo aquelas proferidas em momentos de exasperação.

Conforme nos conta este texto renegado pelo Cânon Ortodoxo, José, o carpinteiro, teria sido uma figura chave, ao influenciar e admoestar Jesus a ser mais compassivo com aquelas pessoas que não admitiam que uma criança poderia de alguma forma expressar conhecimentos e autoridade além do senso comum.

Muitas são as passagens de atos sobrenaturais, tais como: salvar seu meio-irmão Tiago, filho de José, após a picada de uma víbora; ressuscitar um jovem, chamado Zenon, que com ele brincava, mas veio a cair de um terraço; ressuscitar um outro jovem, ao ver a tristeza de sua mãe; tornar vivos pássaros feitos de barro; trazer para as atividades domésticas de sua mãe, Maria, em um manto, água sem derramar; alongar uma tábua de madeira com as mãos, para alinhá-la com outra que seu pai, José, havia cortado; além de outros fatos que ocorreram espontaneamente.

Ao fim o texto, relata sobre o conhecido episódio, quando por volta de seus doze anos, Jesus se perde de seus pais durante uma viagem, sendo este, o único relato de sua infância contida na bíblia. Sendo este último, o único fato tido como incostestável pela maioria do cristãos.


Jesus no templo aos 12 anos

O Menino Jesus e os doutores da lei, Albrecht Dürer, 1497, Dresden.Lucas diz que, aos 12 anos, ele foi com os pais de Nazaré a Jerusalém, para a festa de Pessach, a Páscoa judaica, e lá surpreendeu os doutores do Templo pela facilidade com que aprendia os ensinos, e por suas perguntas intrigantes. [6]

Nesta ocasião demonstra plena consciência de sua missão quando ao ser interpelado por Maria sobre a preocupação causada e afirma cumprir a si "tratar dos negócios do seu Pai" (Lucas 2:49), ainda que não tenha sido José a mandá-lo ficar no templo com os doutores da lei mosaica, referindo-se ao Pai celeste e não àqueles que o buscavam.

Lucas afirma sobre a infância de Jesus que crescia o menino e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre Ele [7]. Jesus cresceu em Nazaré, visto que era chamado nazareno, e provavelmente, seguindo o costume da época, auxiliava José em seus trabalhos de carpintaria, até este falecer.


A desconhecida juventude de Jesus

Os evangelhos canônicos não dão informações suficientes sobre como teria sido a vida de Jesus em sua juventude entre os seus 12 e 30 anos.

As duas hipóteses mais prováveis seria que Jesus teria trabalhado com seu pai na carpintaria e, após a morte de José, continuado a contribuir para o sustento da família. Outra versão da tradição cristã supõe que Jesus teria sido pastor de ovelhas, considerando a identidade dos relatos de suas parábolas e ensinamentos.


Vida Pública

Papiro P52, o mais antigo manuscrito conhecido do Novo Testamento, que contém um fragmento do Evangelho de João. Cerca de 125 d.C.Jesus teria começado a revelar sua missão já aos doze anos, contudo saiu a pregar o que se tornariam as boas novas por volta dos trinta anos de idade.


Batismo de Jesus

Foi João Batista, o respeitado pregador, que preparava o caminho para a pregação de Jesus que viria a seguir [8], pregando o arrependimento e batizando no rio Jordão os que aceitavam sua mensagem. Seu ministério, conforme o relato do Evangelho de Lucas, parece ter se iniciado durante o décimo quinto ano do reinado de Tibério, quando a região da Palestina encontrava-se dividida pelos governos de Herodes, seu irmão Filipe e Pilatos na Judéia, sendo sumo sacerdotes Anás e Caifás. Muitos respeitavam João Batista considerando-o como um profeta enquanto outros indagavam se seria ele o Messias previsto pelas Escrituras. Porém, João Batista respondia que o Cristo ainda haveria de vir.

Apesar de João Batista afirmar ser indigno de desatar a correia da alparca de Jesus [9], Jesus entendeu ser batizado no batismo de João; no dia seguinte ao ocorrido João novamente testifica a respeito de Jesus: "Eis aqui o Cordeiro de Deus". Os evangelhos relatam que, ao ser batizado, o Espírito Santo desceu sobre Jesus na forma de pomba e que uma voz do céu, o próprio Deus, confirmou ser Jesus o seu Filho amado.


A tentação de Jesus

Os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas relatam que Jesus, após ser batizado, foi levado pelo Espírito Santo ao deserto a fim de ser tentado pelo diabo.

Ali, Jesus esteve 40 dias e 40 noites sem comer e sem beber. E, no final desse lapso temporal, o diabo lhe sugeriu em três situações que pecasse contra Deus. Jesus, no entanto, manteve-se firme e obediente a Deus.


A escolha dos 12 apóstolos

Pelo testemunho de João Batista, dois dos discípulos de João passaram a seguir Jesus, sendo um deles André.

Os primeiros apóstolos a atenderem o chamado de Jesus foram: André, Simão Pedro, Tiago, João e Filipe.

Convidado a ver aquele que havia de vir, Jesus encontra a Natanael (que alguns estudiosos afirmam ser o mesmo Bartolomeu), e a quem Jesus chamou de verdadeiro israelita, em quem não se encontrava dolo.

É certo que além deles, muitos seguiam a Jesus, contudo Jesus escolheu doze para serem seus discípulos, sendo agregado ao grupo dos mais próximos: Tiago Menor, Judas Iscariotes, Judas Tadeu, Mateus, Simão e Tomé.

De acordo com o relato do Evangelho segundo Mateus, Jesus, depois de atravessar o lago de Tiberíades, ao passar por Mateus, que estava a trabalhar na recolha dos impostos, disse-lhe: Segue-me. Mateus, também chamado Levi, atendeu prontamente ao chamado de Jesus e se levantou-se passando a segui-lo. Tornou-se, assim, mais um dos doze apóstolos (Mt 9:9).


Ministério

Pode-se listar pelo menos uns duzentos acontecimentos descritos nos quatro evangelhos que descrevem o ministério de Jesus que se inicia após ele ter retornado da tentação de quarenta dias no deserto até a sua morte, perfazendo um lapso temporal de, aproximadamente, três anos e meio. Muitos desses fatos são mencionados por todos os evangelistas enquanto outros apenas por um ou alguns deles, compreendendo milagres, prodígios, ensinamentos, parábolas e diálogos.

Apesar do Evangelho de João, até o verso 43 de seu quarto capítulo, narrar alguns acontecimentos que poderiam ser situados logo após Jesus ter retornado da tentação no deserto, os demais evangelistas começam a narrativa sobre o ministério de Jesus a partir de seu regresso à Galiléia (Mt 4:12-17; Mc 1:14,15; Lc 4:14,15; Jo 4:43-45).

Jesus desenvolveu na Galiléia a maior parte do seu ministério, tendo feito de Cafarnaum uma de suas bases evangelísticas e se deslocando várias vezes a Tiberíades pelo Mar da Galiléia. Mas ele esteve também em cidades de Samaria, na Judéia, sobretudo em Jerusalém ocasiões antes de sua crucificação, e em outros lugares de Israel, chegando a passar brevemente por Tiro e por Sidom, cidades da Fenícia. Todavia, é na humilde província da Galiléia, governada na época pelo tetrarca Herodes Antipas, que são registrados os principais acontecimentos


Cristo cura uma criança, Gabriel von Max, séc. XIXEm suas pregações, Jesus anunciava o reino de Deus e afirmava ser ele o próprio Filho de Deus. Também afirmava ter o poder de perdoar pecados, o que não foi aceito pelos líderes religiosos judaicos, que conspiraram a sua crucificação.

Segundo a Bíblia, Jesus realizou inúmeros milagres e instruiu a todos em um novo ensino dizendo que o caminho para a vida eterna não era uma trajetória, mas sim uma pessoa (ele mesmo). João 14:6 Tratava os não-judeus com a mesma benevolência que dedicava aos judeus. Muitos dos seus ensinamentos encontram-se no Sermão da Montanha, transcritos em Mateus capítulos 5, 6 e 7.

Os mestres da Galiléia não confiavam em Jesus, porque ele não evitava os pecadores. Também o temiam porque parecia modificar certas práticas estabelecidas. Seus discípulos acreditavam ser Jesus o Messias. Certa vez, quando Jesus lhes perguntou quem pensavam que ele era, Pedro respondeu: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo". Afirmação a qual não foi repreendida, mas elogiada por Jesus como divina revelação.

A transfiguração

A transfiguração de Jesus, por Rafael.Pouco depois deste episódio, Pedro, Tiago e João tiveram uma visão de Jesus num monte conversando com Elias e Moisés, tidos como seus precursores. Tal passagem é conhecida na Bíblia como a transfiguração.

Segundo o relato contido no Evangelho de Lucas, a aparência do rosto de Jesus teria se transfigurado e as suas vestes resplandeceram com brancura (Lucas 9:29), o que também foi confirmado por Marcos 9:2-3. Em Mateus 17:2, consta que o rosto de Jesus "resplandecia como o Sol, e a suas vestes tornaram-se brancas como a luz".

Além dos três evangelistas, esta passagem é comentada pelo próprio Pedro, em sua segunda epístola nos versos de 17 a 18 de seu primeiro capítulo, havendo nestas quatro fontes o testemunho de uma voz que confirmava ser Jesus o Filho de Deus (Mt 17:5-6, Mc 9:7 e Lc 9:35).


Ensinamentos

Com freqüência, Jesus explicava sua doutrina através de parábolas, histórias breves que encerravam ensinamentos. A parábola sobre o Filho Pródigo , por exemplo, fala da grande alegria de um pai quando vê retornar à casa um filho que saíra a correr mundo. Jesus usou esta parábola para mostrar o amor e o perdão de Deus aos pecadores que se arrependem. Outra parábola de destaque teria sido a do Bom samaritano. Os Evangelhos mencionam cerca de 70 parábolas.

Muito do que Jesus ensinou já fazia parte da Bíblia Hebraica (judaica), e acrescentou ensinamentos novos que posteriormente foram denominados de "graça". Ele pregava que Deus estava preparando a Terra para um novo estado de coisas, e quem quisesse herdar o reino dos céus teria de nascer de novo. Dizia ser ele o enviado, o Messias, do Pai para anunciar esse reino.

Combatia o pecado, especialmente a hipocrisia e a crueldade para com os fracos. Sentava à mesa com pecadores e por isso foi muito criticado pelos fariseus. Estava sempre disposto a perdoar, mesmo antes que as pessoas se mostrassem arrependidas. Para Jesus, o poder de Deus era maior que o pecado, e ele ensinava que o arrependimento e a fé podiam salvar os homens.

As curas também são relatadas, pelos ensinos bíblicos; e não estabeleceu uma fórmula milagrosa que curasse, senão a fé. Curou cegos, coxos, paralíticos, corcundas e ressuscitou Lázaro, a filha de Jairo, e o filho da viuva de Naim.

Aos seus seguidores, Jesus oferecia normas de vida por vezes mais duras de cumprir que a própria lei judaica. Ele ensinava as pessoas a amarem a Deus e aos seus semelhantes com toda a força de seus corações e de suas mentes. Frisava que cada pessoa deveria tratar as outras como gostaria de ser tratada por elas. Ensinava: "A quem te esbofetear a face direita, oferece também a esquerda (Mateus 5:39).

Em uma época e em uma região em que vigorava a chamada Lei de Talião - "olho por olho, dente por dente" - Jesus pregava o perdão entre os seres humanos. Isso pode ser considerado uma verdadeira revolução, a medida em que subvertia todo o conceito de justiça pessoal e social então predominante.


Milagres

Os Evangelhos falam de 51 milagres de Jesus, o que o fazia notável e as multidões sempre o procuravam. O primeiro teria sido em Caná, durante uma festa de casamento, quando Jesus transformou água em vinho. Pouco depois, no lago de Genesaré, teria feito com que Simão e Pedro pescassem em sua rede tantos peixes que o barco ameaçou afundar.

Noutra ocasião, registra a Bíblia que Jesus abençoou cinco pães e dois peixes, que puderam ser repartidos entre mais de cinco mil homens, mulheres e crianças, recebendo cada qual o suficiente para comer; e depois, do sobejo, foram recolhidos muitos pães. E, em outra ocasião, Jesus teria deixado perplexos os discípulos, ao caminhar sobre as águas do mar durante uma tempestade.

Muitas histórias dos Evangelhos falam de Jesus curando cegos e doentes. João conta como Jesus trouxe de volta à vida o seu amigo Lázaro, que estava morto e sepultado havia quatro dias. Acreditavam que Jesus usava os seus dons especiais para demonstrar o amor e a misericórdia de Deus.


A Paixão

Os últimos momentos da vida de Jesus representam o que os cristãos chamam de Paixão, onde seu sofrimento por toda a humanidade, como um cordeiro entregue pelos pecados do povo, um sacrifício propiciatório, seria consumado.

No contexto político, Jesus fizera muitos inimigos em Jerusalém, por causa de sua pregação, e os fariseus e saduceus procuravam ocasião para matá-lo. Antes de sua morte, anunciou aos seus discípulos, e salientou que iria ao Pai, e que enviaria outro Consolador, o Espírito Santo.


Resumo sobre os acontecimentos da última semana

Estes seriam os principais acontecimentos descritos nos quatro Evangelhos que falam sobre a última semana de Jesus em Jerusalém até a ocasião de sua morte e ressurreição:

No domingo, em data tradicionalmente conhecida pelos cristãos como o Domingo de Ramos, Jesus entra triunfantemente em Jerusalém. 
Na segunda-feira, promove a purificação do templo da cidade, o que se verifica em Marcos 11, versos de 15 a 19. 
Na terça-feira, Jesus é questionado pelos membros do Sinédrio, profetiza sobre o seu retorno e a destruição de Jerusalém, é ungido na cidade de Betânia e Judas negocia com os principais sacerdotes judeus o valor da traição de seu Mestre.
Já na quarta-feira, não se tem notícia de nenhum acontecimento, sendo presumível que Jesus teria ensinado no templo conforme a passagem descrita por Lucas que assim diz: 
Jesus ensinava todos os dias no templo, mas à noite, saindo, ia repousar no monte chamado das Oliveiras

— Lucas, 21:37

Na quinta-feira, Jesus ceia com os seus discípulos e ora por eles no Getsêmani. 
Na sexta-feira ocorre a traição e prisão de Jesus, seu interrogatório por Anás, a condenação pelo Sinédrio, a negação de Pedro, o suicídio de Judas, o julgamento por Herodes, a sentença de Pilatos, a crucificação entre dois ladrões, o véu do templo é rasgado de cima a baixo e ocorre o seu enterro no sepulcro de José de Arimatéia. 
Sobre o que teria ocorrido no sábado, os Evangelhos nada dizem, sendo presumível que os discípulos tivessem ficado escondidos das autoridades judaicas e romanas. 

Domingo Jesus ressuscita dentre os mortos.

A Entrada Triunfal em Jerusalém no lombo de um jumentinho
Jesus chegou a Jerusalém para a semana da Páscoa judaica. No domingo, fez uma entrada triunfal na cidade, despertando a atenção dos moradores da cidade. Os seus seguidores, acreditando nele como o Filho de Deus, festejavam a sua vinda e cobria seu caminho com panos e ramos de palmeira, assim clamando:

Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!

— Mateus, 21:9

Contam os Evangelhos que Jesus entrou na cidade montado sobre um jumentinho, cumprindo o que dizia um trecho das Escrituras do Antigo Testamento que se encontra no verso nove do capítulo nove do Livro do profeta Zacarias:

Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis que o teu rei virá a ti, justo e salvo, pobre, e montado sobre um jumento, e sobre um jumentinho, filho de jumenta.

— Zacarias, 9:9

Segundo Lucas, alguns dos fariseus, ouvindo o clamor da multidão dos discípulos, chegaram a pedir a Jesus que lhes repreendesse. Jesus então responde aos farises dizendo que se eles se calassem, as próprias pedras clamarão (Lucas 19:40).

Ao entrar na cidade, conta o evangelista que Jesus chorou por Jerusalém.


Os distúrbios ocorridos no Templo de Jerusalém

No templo de Jerusalém, durante a Páscoa, os judeus traziam oferendas para a casa de Deus. As oferendas (korban) eram feitas em espécie, sobretudo na forma de animais, ou em dinheiro. Os sacerdotes do templo recebiam as ofertas, que eram em parte queimadas (para Deus), a parte restante sendo redistribuída entre a classe dos sacerdotes e entre os pobres. Alguns judeus traziam animais, outros compravam-nos à entrada do templo, onde vendedores os serviam. Juntamente com estes vendedores, à entrada do templo, havia os cambistas, pessoas que trocavam moedas gregas e romanas em moedas judaicas, as únicas que eram aceitas pelos sacerdotes do templo, aparentemente porque no templo, um lugar simbólico do Judaísmo, não deveriam circular moedas onde figurassem deuses e imperadores estrangeiros (romanos ou gregos). O templo de Jerusalém era na época um lugar sagrado do Judaísmo, como hoje Meca e Medina são lugares sagrados do Islão.

A troca de dinheiro dos conquistadores estrangeiros, a moeda forte, como hoje em muitos países é o dólar, pelo dinheiro local judeu para possibilitar a realização de uma tradição judaica devia tornar evidente aos olhos dos judeus compatriotas de Jesus, o quanto o sistema político e económico imposto pelos romanos "corrompia" a religião judaica. Era evidente que o sistema religioso, as famílias judaicas (a casta dos saduceus que se tinham "arranjado" com a nação ocupante), viviam à custa de dinheiro "sujo", branqueado por estes cambistas.


Ao protestar contra os cambistas do templo, Jesus estaria a mostrar aos seus contemporâneos em que medida o sistema político e económico imposto pela nação invasora corrompia a verdadeira religião judaica. Este tipo de protesto não era novo. Segundo o relato de Flávio Josefo, poucos anos antes, Pôncio Pilatos havia se apropriado dos fundos do templo para a construção de um aqueduto, causando a ira e o protesto de muitos Judeus, manifestações estas que foram abafadas violentamente pela acção de um grupo para-militar às ordens de Pilatos.

Os Evangelhos relatam a conduta de Jesus, voltando às mesas dos comerciantes de moedas e protestando vivamente, o que teria incomodado o sistema religioso e social de Jerusalém. Todavia há que salientar que foi este evento, observado de perto pelas autoridades romanas e pelos sacerdotes do templo, que iria desencadear a perseguição, o julgamento e finalmente a sua condenação à morte.

A Igreja católica tentou por muito tempo interpretar este acto de Jesus, sendo justificado com base numa crítica à actividade comercial em geral. Esta é a visão anti-comercial e anti-capitalista que prevaleceu na Idade Média (Ver Sociologia da Religião - Do Judaísmo para Cristianismo). "Jesus disse que a casa de Deus era lugar de oração e não de comércio". Outra interpretação possível seria que o protesto de Jesus contra o comércio representaria uma abertura do Templo aos não Judeus.

Durante os dias seguintes, Jesus passou boa parte do tempo pregando em Jerusalém. No tempo restante, ele meditava e orava em Betânia, a leste da cidade.


Ceia anterior à crucificação

Na quinta-feira à noite, Jesus participou da Ceia da Páscoa, conforme relato de três evangelhos, com os doze apóstolos em um cenáculo, em Jerusalém, correspondendo ao dia da festa dos pães asmos. (sem fermento) Segundo a tradição judaica, o primeiro dia dessa festa marcava o começo da celebração da Páscoa.

Ao servir o pão e o vinho, disse: Este é o meu corpo e Este é o meu sangue; o que deu origem à tradição da comunhão cristã com a ceia.

No Evangelho segundo João há maiores detalhes sobre os momentos da última ceia entre os capítulos 13 e 17, relatando o momento em que Jesus lavou os pés dos discípulos com água, os diálogos com os apóstolos, os últimos ensinamentos que transmitiu antes de morrer e a oração sacerdotal, a qual foi uma intercessão pela vida dos discípulos e de todos os cristãos.


A Prisão

Mais tarde, na mesma noite, Jesus foi para o jardim de Getsêmani, na encosta do monte das Oliveiras, em frente ao Templo. Três discípulos - Pedro, Tiago e João - faziam-lhe companhia, mas logo adormeceram. Jesus orou em agonia espiritual, mas submeteu-se à vontade de Deus. Um pelotão de homens armados chegou ao jardim para prender Jesus enquanto ele orava. Judas Iscariotes, um dos apóstolos, indicou quem ele era com um beijo. Judas havia traído o Mestre por 30 moedas de prata. Mateus conta que, depois disso, Judas enforcou-se.

Outro fato relevante ocorrido na ocasião da prisão de Jesus foi a reação de um dos discípulos que manejou sua espada e feriu o servo do sumo sacerdoto, cortando sua orelha. Porém, Jesus repreende a seu discípulo e restaura a orelha do soldado. De acordo com o verso 10 do capítulo 18 do Evangelho de João, este discípulo seria Simão Pedro e o servo do sumo sacerdote chamava-se Malco.

O Julgamento

Os soldados levaram Jesus para a casa do Sumo Sacerdote. A lei judaica não permitia que o Sinédrio, a suprema corte judaica, se reunisse durante o Pessach e condenasse um homem à morte durante a noite. Mas alguns membros do Sinédrio resolveram interrogar Jesus de qualquer modo. Primeiro o acusaram de ameaçar destruir o templo, mas as testemunhas entraram em desacordo. Por fim, perguntaram a Jesus se ele era o Messias, o Filho de Deus e rei dos judeus. Jesus respondeu que era, e foi então acusado de blasfemar ao dizer-se Deus.

Na manhã de sexta-feira, os líderes judeus levaram Jesus à presença de Pôncio Pilatos, que então governava a província romana da Judéia. Acusavam-no de estar traindo Roma ao dizer-se rei dos judeus. Como Jesus era galileu, Pilatos enviou-o a Herodes Antipas - filho de Herodes, o Grande - que governava a Galiléia. Lucas conta que Herodes zombou de Jesus, vestindo-o com um manto real, e devolveu-o a Pilatos.

Era de praxe os governantes romanos libertarem um prisioneiro judeu por ocasião do Pessach. Pilatos expôs Jesus e um assassino condenado, de nome Barrabás, na escadaria do palácio, e pediu à multidão que escolhesse qual dos dois deveria ser posto em liberdade. A multidão voltou-se contra Jesus e escolheu Barrabás. Pilatos condenou então Jesus a morrer na cruz. A crucificação era uma forma comum de execução romana, aplicada, em geral, aos criminosos de classes inferiores.


A Crucificação

Os soldados romanos zombaram de Jesus por considerar-se rei dos Judeus. Vestiram-no com um manto vermelho, puseram-lhe na cabeça uma coroa de espinhos e, na mão, uma vara de bambu. A seguir, espancaram-no e cuspiram nele. Forçaram-no a carregar a própria cruz, como um criminoso. Ao vê-lo perder as forças, ordenaram a um homem, de nome Simão Cireneu, que tomasse da cruz e a carregasse durante parte do caminho.


Os romanos pregaram Jesus na cruz fora da cidade, num monte chamado Gólgota ou Calvário. João conta que escreveram, no alto da cruz, a frase latina Iesus Nazarenus Rex Iudeorum, que significa Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus. Essa inscrição foi também feita em grego e em hebraico. Puseram a cruz de Jesus entre as de dois ladrões. Antes de morrer, Jesus disse: "Pai, perdoai-os, eles não sabem o que fazem. Durante sua agonia, também clamou: "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?" (Mateus 27:46) Estudiosos fazem referência a essa citação ao cumprimento do que está profetizado no Salmo 22, visto que essa frase tratava-se do primeiro verso deste capítulo, e era um costume judaico salmodiar segundo as circunstâncias, o que possivelmente Jesus teria feito. Depois de três horas, Jesus morreu. José de Arimatéia e Nicodemos depuseram o seu corpo num túmulo recém-aberto, e o fecharam com uma pedra.


A Ressurreição

Os Evangelhos contam que, no domingo de manhã, Maria Madalena foi bem cedo ao túmulo de Jesus onde encontrou a pedra fora do lugar e o sepulcro vazio. Depois disso, Jesus apareceu a ela e a Simão Pedro. Dois discípulos viram-no na estrada de Emaús.

Os Evangelhos dizem que os onze apóstolos fiéis encontraram-se com ele, primeiro em Jerusalém e depois na Galiléia onde chegou a ser visto por algumas centenas de pessoas. Porém, é o relato de Mateus que mais oferece detalhes sobre os acontecimentos que envolveram o momento da ressurreição.

Segundo o Evangelho de Mateus, a ressurreição de Jesus teria sido precedida de um grande terremoto devido à remoção da pedra que estava na entrada do sepulcro:

E eis que houve um grande terremoto; porque um anjo do Senhor desceu do céu, chegou-se, removeu a pedra e assentou-se sobre ela. O seu aspecto era como um relâmpago, e a sua veste, alva como a neve. E os guardas tremeram espavoridos e ficaram como se estivessem mortos.

— (Mateus, 28:2-4

Nesta mesma fonte histórica, isto é, no Evangelho de Mateus, é informado também que os líderes judeus da época teriam subornado os guardas para que contassem uma versão diferente, ou seja, que os discípulos teriam levado o corpo de Jesus enquanto os vigias estivessem dormindo [34].

Além dos quatro Evangelhos e do livro e Atos dos Apóstolos, há outras fontes que falam da ressurreição de Jesus. Uma delas, também encontrada no Novo Testamento bíblico, seria um breve relato de Paulo em sua epístola I Coríntios 15, versos de 3 a 8, escrita por volta do ano 55 da era cristã, onde o apóstolo menciona duas outras aparições de Jesus após a sua ressurreição não registradas nos Evangelhos. Numa delas Jesus teria sido visto por mais de quinhentas pessoas e, depois, por seu parente Tiago, o qual, após esta experiência teria se tornado um seguidor e líder da Igreja de Jerusalém, escrevendo ainda um dos livros do Novo Testamento.


A Ascensão


A ascensão de Jesus é relatada nos Evangelhos de Marcos e de Lucas, além de constar no começo do livro de Atos dos Apóstolos, o qual também foi escrito por Lucas.

Em Atos, Lucas narra que Jesus, após ressuscitar, apareceu durante quarenta dias aos apóstolos, passando-lhes ensinamentos e confirmando que receberiam o Espírito Santo. Prossegue o evangelista informando que, após esses dias, Jesus foi elevado às alturas até ser encoberto por uma nuvem.

Marcos, em seu resumido Evangelho, apenas comenta que Jesus, depois de ter falado aos seus discípulos, foi recebido nos céus e se assentou à direita de Deus. Porém, é Lucas quem dá mais detalhes sobre esse momento, informando ter sido em Betânia que Jesus teria despedido-se de seus discípulos, abençoando-os enquanto era elevado para o céu (Lucas 24:51-52).

Por sua vez em Atos, o seu segundo livro, Lucas relata que, durante a ascensão de Jesus, os discípulos permaneceram olhando para o céu até que tiveram a visão de dois anjos que lhe indagaram sobre aquela atitude, os quais teriam proferido as seguintes palavras:

Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Este Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir

— Atos, 1:11

Diferente da ocasião da dramática morte de Jesus na cruz, Lucas diz que os discípulos não ficaram entristecidos com a aparente separação ocorrida na ascensão, mas retornaram felizes para Jerusalém.

Já nos dois Evangelhos escritos pelos apóstolos Mateus e João não há nenhuma descrição sobre a ascensão de Jesus. Em Mateus, por exemplo, o texto termina na segunda parte do seu último verso com a frase de que Jesus permanecerá todos os dias com os seus discípulos até o fim do mundo (Mateus 28:20).

Mesmo depois da ascensão, as obras que compõem o Novo Testamento bíblico trazem outros relatos de aparições de Jesus, como ocorre na conversão de Saulo e também na visão de João quando o apóstolo é arrebatado aos céus durante sua prisão em Patmos e recebe a missão de escrever o Apocalipse.


O apóstolo Paulo

Segundo os textos bíblicos, principalmente o livro de Atos dos Apóstolos, Paulo de Tarso, anteriormente chamado Saulo, foi um dos principais difusores da mensagem de Jesus Cristo pelo mundo afora, por intermédio das Epístolas paulinas. Ele era judeu da seita dos fariseus, cidadão romano, e terrível perseguidor dos primeiros cristãos até que teve uma experiência sobrenatural no caminho de Jerusalém para Damasco em que teria tido uma visão de Jesus visto apenas por ele. Neste encontro, o livro de Atos conta que um intenso resplendor de luz acabou deixando-o cego durante três dias. Após ter sua visão restaurada milagrosamente, e convencido de que Jesus era realmente o Cristo, foi batizado e passou a pregar o evangelho aos judeus e gentios (não-judeus), realizando diversas viagens em sua empreitada missionária pelo mundo romano.


O retorno de Jesus

Para o cristianismo, Jesus retornará em uma data indeterminada e estabelecerá o seu reino na Terra.

Na semana de seu martírio, mais precisamente na terça-feira, Jesus profetizou sobre a destruição de Jerusalém e falou do seu retorno que seria precedido de sinais no sol, na lua e nas estrelas. Disse que então "se verá o Filho do Homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória" (Lc 21:27).

Esse discurso sobre o retorno de Jesus é encontrado nos três primeiros evangelhos e foi baseado em passagens que constam nos livros proféticos do Antigo Testamento (Is 13:10; Ez 32:7 e Jl 2:31).

Além dos evangelhos, outros textos do Novo Testamento abordam o retorno de Jesus, entre o quais as duas epístolas aos tessalonicenses de Paulo, a segunda carta de Pedro e o Apocalipse. Neste livro, João escreve que, após o Juízo Final, os que forem salvos viverão eternamente com Deus num ambiente que pode ser definido como de felicidade contínua.


Supostas relíquias de Jesus

São relíquias sob custódia da Igreja Católica Apostólica Romana que, supostamente, teriam relação direta com Jesus (o Prepúcio Sagrado seria a pele retirada no ato de sua circuncisão e o Santo Sudário seria o pano que envolveu seu corpo depois de sua crucificação).